Mostrando postagens com marcador postado por GrandeGerson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador postado por GrandeGerson. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de março de 2022

AS AVENTURAS DE CHARLIE CHAN, O FAMOSO DETETIVE CHINÊS - 32 FILMES


      Ele foi criado por Earl Derr Bigger em 1923, e teve sua primeira aventura publicada em 1925. Charlie Chan, o famoso Detetive, chegaria às telas dos cinemas a partir de 1926, através de uma dúzia de filmes. O sucesso, entretanto, só veio em 1931, com os filmes estrelados por Warner Oland, na pele de Chan.  Outros atores, como Sidney Toler e Roland Winters, também encarnaram o personagem.

     A trajetória deste fictício investigador sino-americano, não pararia por aí. Chan ganharia outras produções nas décadas de 30, 40 e 50, além de ter frequentado as páginas de gibis e inspirado transmissões radiofônicas. Em 1957, estrearia na televisão, numa série de 39 episódios de meia hora cada, realizada pela ITC, a mesma produtora dos marionetes Thunderbirds, tendo J. Carrol Naish no papel principal.

LINK  CHARLIE CHAN THE SHANGHAI COBRA  RENOVADO NOVAMENTE

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Viagem ao Fundo do Mar” (Voyage to the Bottom of the Sea, 1961)


    Uma expedição científica de rotina ao Pólo Norte transforma-se em uma corrida para salvar a vida sobre a Terra, quando um cinturão de radiação no espaço incendia-se e começa a aquecer o planeta de maneira incontrolável. O Almirante Nelson (Walter Pidgeon) e a tripulação do submarino atômico Seaview enfrentam sabotadores, criaturas marinhas gigantescas e ataques de submarinos durante sua corrida para evitar a catástrofe global. Famosos por seus filmes sobre catástrofes, Irwin Allen, produz e dirige este elenco de astros e estrelas, incluindo Joan Fontaine, Barbara Eden, Peter Lorre, e Frankie Avalon. efeitos visuais impressionantes e numa fotografia submarina magnífica fazem dessa obra um dos mais respeitados clássicos de ficção científica de todos os tempos. 

domingo, 13 de outubro de 2013

Agente Secreto X-9, de Alex Raymond & Dashiell Hammett - 1945

 
                                         Chamada de jornal para as aventuras do Agente Secreto X-9

     O Agente Secreto X-9 foi uma encomenda da King Features Syndicate a Dashiell Hammett (autor de O Falcão Maltês), convidando posteriormente o desenhista Alex Raymond (criador de Flash Gordon), publicando-se a primeira tira em 22 de Janeiro de 1934 no vespertino norte-americano Evening Journal. Sua primeira aventura "O caso Powers" foi editada entre 22/01/1934 e 11/09/1934.

     Inicialmente, X-9 era uma temerário defensor da lei em caça dos mais agressivos gangsters. Era um agente sem nome que trabalhava para uma agência igualmente sem denominação. Nos anos 40 ele passou a ser chamado de "Phil Corrigan" e as tiram foram renomeadas para Secret Agent Corrigan. A agência passou a ser o FBI durante um período em que esse órgão gozou de popularidade.
 
     Nas aventuras, X-9 era uma combinação de agente secreto e detetive particular. Apesar do talento reconhecido de seus criadores, a tira original não fez sucesso e Hammett e Raymond logo cessaram o trabalho.

     A tira foi continuada por Charles Flanders, Robert Storm, e desenhada por Mel Graff de 1939 até os anos 60. Graff transforma X-9 num agente secreto moderno e elegante, fornecendo-lhe um nome (Phil Corrigan) e uma namorada (Wilda Dorray). O nome de "Phil Corrigan" foi inspirado em "Phil Cardigan", um dos personagens iniciais de Graff. Como Corrigan, ele se interessou por Linda e Wilda. Esta última se casaria com Phil Corrigan.

       Depois de Graff as tiras foram produzidas por "Bob Lewis". De 1967 até 1980, ela foi escrita por Archie Goodwin e desenhada por Al Williamson, dupla que também produziu a tira de Star Wars.

     O último artista foi o veterano George Evans que escreveu e desenhou a série de 1980 até sua aposentadoria em 1996. Em 2000/01, o X-9 apareceu como convidado especial na folha dominical de Flash Gordon.

Brasil
     No Brasil o material foi publicado pela Ebal e pela RGE nos anos 40/50, e nos anos 70 pela Editora Saber, além de uma edição comemorativa em fac-símile do original publicado na Edição do Suplemento Juvenil de 1937 pela EBAL.

        Capa da edição comemorativa da EBAL de 1976. Esta capa é do desenhista brasileiro Monteiro Filho.

Adaptações

     O Agente Secreto X-9 teve um seriado em 1937 e um filme em 1945.
No primeiro, o seriado do Agente X-9, estrelado por Scott Kolk, o personagem se chamou Agente Dexter (e não Phil Corrigan), conforme apareceu numa frase de uma tira de Janeiro de 1934 (ele dizia "Call me Dexter. It's not my name but it'll do." ou, em tradução livre, "Chame-me de Dexter. Não é o meu nome, mas, por ora, serve").

     Já o filme era estrelado por Lloyd Bridges. E a sinopse deixa bem claro que X-9 havia se transformado no 007 daquela época: "Liderados pelo Agente Secreto X-9 (Lloyd Bridges), um grupo de espiões junta suas forças para impedir os Nazistas de adquirirem a fórmula de um combustível sintético. Agora eles deverão enfrentar inúmeros perigos e desafios para conseguir a fórmula antes que ela caia nas mãos de seus inimigos, pois ela poderá ser a sua grande arma para vencer a Guerra...

    O personagem também teve um programa de rádio na BBC 7, com apenas quatro capítulos.


Criadores:
                                                                      Alex Raymond

     O nova-iorquino Alexander Gillespie Raymond (1909-1956) é o tipo de artista que tem razão de estar dentre os ícones da nona arte. Detentor de um traço preciso e realista, primava pelas belas mulheres que desenhava e pela ação que conseguia imprimir a seus desenhos.


                                                  Exemplo do desenho primoroso de Raymond

     Dentre suas obras principais estão Flash Gordon (1934), Jungle Jim (Jim das Selvas - 1934), Secret Agent X-9 (Agente Secreto X-9 - 1934) e Rip Kirby (Nick Holmes - 1946).

Opinião de Raymond sobre histórias em quadrinhos:
 "Cheguei, honestamente, à conclusão de que a história em quadrinhos, em si, é uma forma de arte. reflete a vida e o tempo com mais precisão e é mais artística do que a ilustração de revista, por ser inteiramente criativa. Um ilustrador trabalha com máquina fotográfica e modelos; um desenhista de história em quadrinhos começa com uma folha em branco e "sonha" inteiramente sua obra - ele, ao mesmo tempo, é roteirista de cinema, diretor, montador e ator."



              Mais exemplos do desenho primoroso de Raymond. Vejam o traço belíssimo das mulheres.

                                                        Dashiell Hammett (1894-1960)

     O mais interessante sobre este roteirista é o fato de ter trabalhado com quadrinhos apenas nesta obra. Na verdade, ele foi um grande escritor do gênero policial. Sua principal obra foi O Falcão Maltês (1930). Também foi roteirista de cinema. E, se não bastasse, já tinha sido militar, mensageiro, jornaleiro, caixeiro de loja, cavalariço, estivador e detetive particular. Desta última experiência, nasceram as histórias de detetive que tão bem escrevia.

     Possuía um invulgar dom para desvendar a psicologia dos seus personagens com grande economia de meios formais. Com seu estilo enxuto e diálogo medido, manteve uma persistente crítica às imoralidades e falsos valores que moldavam a vida das grandes cidades americanas da época. Essas características podem ser observadas em Agente Secreto X-9.

Esta bela resenha pode ser lida no original em:

Lloyd Bridges
     Lloyd Vernet Bridges Jr. (1913-1998) foi um ator estadunidense, que marcou seu nome em inúmeras séries de televisão e apareceu em mais de 150 filmes. É considerado um ícone televisivo por seu papel de Mike Nelson, em Aventura Submarina, o mais popular seriado de TV americano, exibido entre 1957 e 1961.


   
     Estreou na Broadway em 1936 como figurante em Frenshman Love e depois eternizou-se na TV com o famoso seriado Aventura Submarina (1957-1961), num total de 155 episódios que se tornaram muito populares.

     Apareceu em cerca de vinte filmes B da Columbia Pictures. Alto, loiro e de feições rudes, era o ideal para faroestes e filmes de ação, tendo abandonado o estúdio que o contratara em 1945. De longa e profícua carreira cinematográfica, seu último filme, Máfia!, uma sátira em cima de O Poderoso Chefão, foi lançado em sua homenagem no mesmo ano de sua morte. Possui uma estrela na Calçada da Fama localizada no Hollywood Boulevard.

Lloyd e seus filhos Jeff e Bo




Ano: 1945
Tamanho: de 150 a 170 MB
Agente X9 S01E01 - O Combustível Secreto                         
Agente X9 S01E02 - O Lago Flamejante                              
Agente X9 S01E03 - A Curva da Morte                                 
Agente X9 S01E04 - O Assassinato do Holofote                   
Agente X9 S01E05 - Predestinação, Rebaixamento             
Agente X9 S01E06 - Castigado Por Um Zero                       
Agente X9 S01E07 - Prazo de Alta Pressão                           
Agente X9 S01E08 - O Chão Que Vaza                                 
Agente X9 S01E09 - O Ponto do Perigo                               
Agente X9 S01E10 - Enterro Japonês                                    
Agente X9 S01E11 - Fogo de Artifício para Homens Mortos  
Agente X9 S01E12 - A Fuzilada da Grande Arma                  
Agente X9 S01E13 - Minuto Zero (Final Series)            

LINKS PARA DOWNLOAD

OBRIGADO AO NOSSO AMIGO PEDRO LEITE POR TER FEITO O UPLOAD DESTE CLÁSSICO  

Partes 1 2 3 e 4
https://mega.co.nz/#!f1BXTBhK!Ko18SWUA0zp-8IVFaLsVUUMQRd1yQiJkTUFqLw-LfAY
http://depositfiles.org/de/files/0fqt13pf5
http://depositfiles.org/de/files/ckjkuo0e8
http://depositfiles.org/de/files/w0ft213wp

Partes 5 e 6 link único 4 shared
http://www.4shared.com/rar/D0Es6vvU/foto_spao_56.html

Partes 7 8 9 e 10
http://depositfiles.org/de/files/ahmdzayv3
http://depositfiles.org/de/files/58t9gxfaq
http://depositfiles.org/de/files/dudural7m
http://depositfiles.org/de/files/7lcyrqdek

Partes 11 12 e 13
http://www.4shared.com/rar/EZal6KuE/space_1112.html
http://www.4shared.com/file/qMzLWi7B/space_13.html

senha p/descompactar
www.cinespacemonster.blogspot.com       


                                                                 
                                           SCREENSHOTS













BOA DIVERSÃO

terça-feira, 17 de abril de 2012

O Barco – Inferno no Mar (Das Boot, Alemanha, 1981)



     No auge da Segunda Guerra Mundial, a jovem tripulação do submarino U-96 da frota dos famosos Lobos-Cinza parte para o mar numa missão secreta, quase fadada a não voltar com vida. Obedecendo ordens para patrulhar o Atlântico e destruir uma armada aliada que leva suprimentos à Grã-Bretanha, os recrutas inexperientes devem se unir e resistir a um ataque pesado de um inimigo não visto. A aventura épica de Wolfgang Petersen, diretor indicado ao Oscar, habilmente explora a tensão à medida em que a pressão aumenta até um clímax explosivo, apresentando um contexto visceral que poucos filmes expressam. 
     A história se passa em 1941, durante a Batalha do Atlântico, quando a Alemanha tentava asfixiar as Ilhas Britânicas, cortando o seu fluxo de suprimentos vitais, que chegava exclusivamente pelo mar, na maioria em comboios com dezenas de navios, escoltados por contratorpedeiros. Os submarinos alemães empregavam a tática chamada “alcatéia”, onde quem localizasse a presença de um comboio não o atacava imediatamente, mas comunicava sua posição e rumo a outros submarinos, que se reuniam numa emboscada.
     Em grande parte do tempo, a ação se passa no claustrofóbico interior do submarino. As cameras viajam como se fossem os olhos dos tripulantes, se deslocando pelos apertados corredores e compartimentos, captando a agitação e a tensão dos momentos mais críticos. E podemos ter uma ideia do dia-a-dia da tripulação, confinada com seus problemas diários e sua intimidade exposta, num cubículo onde é impossível ter privacidade.

=========================================================================


ATENÇÃO: Para descompactar sem problemas use o 7Zip baixe ele aqui

Links Mediafire: 
1ª parte: 1.07 GB divididos em 6 partes -
                                                                             01     02     03     04     05     06  re-upando

2ª parte: 1.00 GB divididos em 6 partes - 
                                                                              01     02     03     04     05     06 

*Atenção: são 2 arquivos AVI separados (1ª parte e 2ª parte)
=========================================================================

Formato: Avi / DVDRip codificados em 1400 kbps
Tamanho: 1.07 GB + 1.00 GB
Duração: 209 minutos
Idioma: Inglês
Legendas: Embutidas
Links Mediafires em 2 x 06 partes de 193 MB
Direção: Wolfgang Petersen
Elenco: Jürgen Prochnow, Herbert Grönemeyer, Klaus Wennemann, Hubertus Bengsch, Martin Semmelrogge, Bernd Tauber e Erwin Leder.


O Barco – Inferno no Mar” (Das Boot)
     Um filme de guerra 100% feito por alemães, sobre soldados nazistas lutando na Segunda Guerra Mundial. Um projeto com uma sinopse dessas tem grande chance de permanecer no papel por toda a eternidade. Por isso, deve-se considerar quase um milagre que O Barco - Inferno no Mar (Das Boot, Alemanha, 1981) tenha sido produzido. Muito mais do que isso, porém, foi alcançado: “O Barco” ganhou status quase imediato de obra-prima, fez sucesso de público e crítica nos EUA, conquistou seis indicações ao Oscar em 1983 e virou referência obrigatória para qualquer diretor que desejasse, dali por diante, filmar dentro da água. Tudo merecido, uma vez que a produção de Wolfgang Petersen tem todas as qualidades de um grande filme de guerra.

     Este é um daqueles projetos que tinha tudo para dar errado. Petersen assumiu a obra com o projeto em andamento; teve apenas três meses para escrever o roteiro (um tempo ridiculamente pequeno, considerando que os produtores desejavam uma versão de seis horas para exibição na TV alemã); e um orçamento curto, de apenas US$ 15 milhões, o que corresponderia mais ou menos a um filme de médio porte em Hollywood. Ainda bem que o diretor tomou a decisão, corretíssima, de priorizar a construção dos cenários, preferindo escalar um elenco desconhecido que, portanto, custasse pouco dinheiro.
     Deu certo. Para começar, Petersen preocupou-se – e conseguiu – atingir um bom nível de fidelidade histórica. Se iria contar a história de uma arriscada missão de 43 marinheiros dentro de um submarino, o diretor achou que deveria ter uma embarcação verdadeira como cenário. Mais do que isso, conseguiu cinco: dois submarino 100% originais, construídos para o filme, foram usados nas filmagens, sendo um em alto mar, para cenas externas, e outro colocado dentro do estúdio e pendurado em um guindaste, para os interiores. Três miniaturas possibilitaram as filmagens das seqüências submersas.
     A decisão de filmar dentro de um submarino, e não em um cenário que apenas simulasse ser um submarino, causou dor de cabeça ao diretor de fotografia, Jost Vacano. Como a embarcação é estreita (mais ou menos da largura de um homem de braços abertos), o fotógrafo teve que usar uma câmera manual adaptada especialmente para o filme. A busca pelo realismo total obrigou os cineastas a usar apenas as luzes naturais do barco. E o filme, evidentemente, foi filmado com as cenas na ordem correta, de forma a capturar as mudanças físicas e emocionais da tripulação; as barbas dos atores crescem na mesma proporção em que a auto-estima se enterra na lama. Tudo isso foi feito de maneira impecável, resultando em um filme tecnicamente perfeito.
     “O Barco” é um grande filme não renega os aspectos ideológicos da II Guerra, mas também não os aprofunda. Wolfgang Petersen (que em Hollywood faria o razoável “Tróia”) tem o cuidado de construir um personagem principal complexo, cheio de nuances. O comandante do submarino (Jürgen Prochnow) é calmo, quieto e reservado. Jovem, tem apenas 30 anos, mas muita experiência em missões arriscadas. Ele nos é apresentado durante a festa de despedida, em um salão de festas da cidade de La Rochelle, na França, base naval dos nazistas em 1941. Os soladados urinam nos carros dos oficiais. Os mais graduados, por sua vez, caem de bêbados. O recado é claro, mas sutil: a guerra está perdida, e todos os alemães já sabem disso, em maior ou menor nível, embora ninguém tenha coragem de pronunciar nenhuma palavra que o indique.
     Este não é um filme que denuncia ou combate ideologias, seja quais forem. “O Barco” é sobre amizade, fidelidade, companheirismo e ética pessoal. Os 43 marujos são pessoas diversas, reunidas sob circunstâncias muito especiais. Há um circunspecto alemão que vive no México e crê sinceramente no nazismo como ideologia; ele é o único marinheiro que faz a barba todas as manhãs e mantém as roupas cuidadosamente engomadas. Há um oficial cuja mulher está muito doente, e por isso ele só se permite pensar em terminar a missão vivo para cuidar dela. Há um jovem alemão que ama sua esposa francesa grávida, e teme o destino dela nas mãos do Exército francês.
     Há um acerto especial aqui: todos os 43 homens, inclusive o tenente-repórter que documenta a empreitada (é sob o ponto de vista dele que a história é narrada), são pessoas de carne o osso. O filme não comete o erro de narrar cada história. O diretor perderia facilmente o foco se fizesse isso. Mas um grupo que vive trancado dentro de um espaço tão exíguo, em circunstâncias tão especiais, só sobrevive à base de amizade sincera e desinteressada; por isso, cada pequeno momento em que os soldados sentam para conversar nos revela um pouco sobre cada um deles: sonhos, esperanças, tristezas. Todos são gente, esperando que a guerra acabe. Esperando para voltar para casa. A guerra, essa máquina impessoal de morte e dor, é implacável e dura com todos os participantes do conflito, seja em que lado estejam.
     Petersen narra a missão militar de forma episódica. A missão inteira, do embarque ao retorno, é narrada em todas as minúcias. Há momentos de tédio, de angústia, de esperança, de euforia, de desespero, de melancolia, de tristeza. O diretor faz um trabalho maravilhoso em conduzir a platéia por essa viagem junto a jovens que perdem um pouco do idealismo pessoal a cada hora que passam trancados no fundo do mar. “O Barco” é claustrofóbico, agoniante, profundamente grave e muitas vezes tenso até o limite do suportável. Funciona no nível da aventura pura e simples – toda a longa seqüência do estreito de Gibraltar é inesquecível – e também em um nível mais denso, na medida em que nos coloca em contato com esses seres desprezíveis ou adoráveis, mas sobretudo humanos.
     Existem três versões de “O Barco”. O filme foi lançado nos cinemas em uma versão de 149 minutos. Em 1985, foi exibido na TV alemã sob forma de minissérie em seis partes, com um total de 300 minutos. Em 1996, o diretor remontou o material no que chamou de “Versão do Diretor”, em 209 minutos, que é esta que o Space Monster aqui oferece. Bom divertimento! 
 * Este excelente material é originário do endereço: 
                             http://www.cinemarden.com.br/2012/03/filme-do-dia-o-barco-inferno-no-mar.html

INDICAÇÕES

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Roteiro Adaptado
Oscar de Melhor Direção (Wolfgang Petersen)
Oscar de Melhor Edição
Oscar de Melhor Edição de Som
Oscar de Melhores Efeitos Sonoros
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Academia Japonesa de Cinema, Japão
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira


=========================================================================


Wolfgang Petersen
     Já aos tempos da faculdade Wolfgang realiza os primeiros curtas-metragem. De 1960 a 1964, é assistente de direção no Junges Theater de Hamburgo e frequenta uma escola de recitação. Em 1965, segue o curso de história do teatro nas universidades de Berlim e Hamburgo. 
     Em 1974 realiza o seu primeiro longa-metragem Einer von uns beiden, um filme policial que é marcado pela sua competência técnica. Esta mesma característica induz a Bavaria Film, o centro de produções mais importante da Alemanha, e um dos mais importantes da Europa, a oferecer-lhe, em 1980, a megaprodução U-Boot 96 (Das Boot). Um filme muito original, seja pelo tema (a segunda guerra mundial vista pela perspectiva alemã), que procura antagonizar o estereótipo dos filmes de guerra estadounidenses, nos quais todos os alemães são insensíveis e cruéis, seja pela escolha regística. Todo o filme se passa efetivamente dentro de um submarino, visto em sua totalidade, da cabine de comando ao vaso sanitário. É descrita a vida no interno do submergível com uma precisão quase documentária, se sente a claustrofobia e o medo de não conseguir mais emergir, além das dificuldades da vida de tantos homens enclausurados em um espaço demasiado restrito. As perfeições técnicas abundam, o cinematógrafo vivissecta seja o U-boat, seja as faces cansadas e extremadas da sua tripulação.
     A comunidade internacional reconheceu o valor da película, que obtém, de fato, seis indicações ao Oscar, entre as quais, melhor direção e melhor roteiro. A Petersen, sobre a onda do sucesso, foi então confiado um verdadeiro kolossal, a produção germano-americana A História Sem Fim (Die Unendliche Geschichte) (1983), a produção alemã mais cara desde o fim da guerra (60 milhões de marcos), mas as arrecadações foram superiores. A partir de então o caminho deste diretor foi incomensurável, em 1985 realiza o seu primeiro trabalho inteiramente americano Inimigo Meu (Enemy Mine), pela 20th Century Fox, um filme de ficção científica, baseado em um romance de Barry Longyear, sobre a amizade cultivada entre um humano e um alienígena, em tempos de guerra galática.
Clássico que deverá estar aqui no Space Monster
      A partir de então Petersen trabalha estavelmente nos E.U.A., indubitavelmente suas capacidades técnicas e narrativas lhe escancararam as portas de Hollywood. Ele se aventurou em gêneros muito diversos, o filme de guerra, a ficção científica, a fantasia-aventura, o thriller e os filmes de ação. Todos, porém, tinham algo em comum, a necessidade de imagens muito impressionantes; também não é apenas um técnico hábil, de fato os filmes os quais cuidou do roteiro são, provavelmente, aqueles de maior sucesso.
     Agora está trabalhando na adequação cinematográfica do romance de ficção científica, de Orson Scott Card, O Jogo de Ender.
Tróia, de 2004

Filmografia

  • Ich werde dich töten, Wolf (1971)
  • Einer von uns beiden (1973)
  • Die Konsequenz (1977) - também roteirista
  • O Barco - Inferno no Mar (Das Boot) (1981) - também roteirista
  • A História Sem Fim (Die Unendliche Geschichte) (1984) - também roteirista
  • Inimigo Meu (Enemy Mine) (1985)
  • Busca Mortal (Shattered) (1991) - também roteirista
  • Na Linha de Fogo (In the Line of Fire) (1993)
  • Epidemia (Outbreak) (1995)
  • Força Aérea Um (Air Force One) (1997)
  • Mar em Fúria (The Perfect Storm) (2000)
  • Tróia (Troy) (2004)
  • Poseidon (2006)
              fonte: Wikipédia
======================================================================

SCREENSHOTS