sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

KINGUKONGU TAI GOJIRA - KING KONG VERSUS GODZILLA (1962)

SINOPSE:
Cientistas descobrem um fruto valioso numa ilha isolada, onde vive um gorila gigantesco.
Mas Godzilla sai mais uma vez do mar e acaba por enfrentá-lo, depois de ambos provocarem muita destruição. 
DIREÇÃO:
Ishiro Honda 
ELENCO:
Tadao Takashima..........Osamu Sakurai
Kenji Sahara................Kazuo Fujita
Yû Fujiki....................Kinsaburo Furue
Ichiro Arishima............Senhor Tako
Jun Tazaki………............General Masami Shinzo
Akihiko Hirata……...………Doutor Shigezawa
Mie Hama...................Fumiko Sakurai
Akiko Wakabayashi.......Tamiye

VERSÃO JAPONESA 1:
 Formato: DVD-Rip/AVI
Tamanho do arquivo: 748MB
Duração: 1h 37min
Proporção da imagem: 16:9 (720X304)
País de origem: Japão
Idioma: Japonês
Legendas: Português (Embutidas) TRADUZIDAS E SINCRONIZADAS POR MAJOR

LINK DO FILME NO MEGA:
 VERSÃO JAPONESA 2:
 Formato: BD-Rip/AVI
Tamanho do arquivo: 2,12GB
Duração: 1h 37min
Proporção da imagem: 720P
País de origem: Japão
Idioma: Japonês
Legendas: Português (Legendas .srt na pasta) TRADUZIDAS POR MAJOR
E SINCRONIZADAS POR CARLOSM42

LINKS DO FILME EM TRÊS PARTES NO PCLOUD:
 VERSÃO AMERICANA:
Formato: DVD-Rip/AVI
Tamanho do arquivo: 880MB
Duração: 1h 31min
Proporção da imagem: 4:3 (600X456)
País de origem: EUA
Idioma: Inglês
Legendas: Português (Embutidas)

LINK DO FILME NO PCLOUD:

Senha para descompactar:
cinespacemonster.blogspot.com

COMENTÁRIOS:
Depois de sete anos, Godzilla foi finalmente ressuscitado. Este foi o primeiro filme onde ambos os monstros apareceriam em Widescreen e em cores.  Produzido como parte da celebração do 30º aniversário da Toho, este filme continua sendo o maior sucesso comercial de todos os filmes de Godzilla até hoje.
Posteriormente foi criada a versão americana do filme que foi fortemente alterada se utilizando de novas cenas, som e dublagem. Esta produção foi lançada nos cinemas nos EUA no verão de 1963 pela Universal.

PÔSTER DA VERSÃO AMERICANA

Este filme teve suas raízes em um antigo conceito para um novo filme de King Kong desenvolvido por Willis O'Brien, o animador de stop-motion dos filmes originais do Kong.

WILLIS O'BRIEN

Por volta de 1960, O'Brien desenvolveu uma ideia onde King Kong lutaria contra uma versão gigante do Frankenstein em São Francisco. O'Brien levou esse projeto (que consistia de algumas artes conceituais e um roteiro) para a RKO na tentativa de garantir a permissão para usar o personagem King Kong.

ARTE CONCEITUAL DE PROMETHEUS E KING KONG

Durante este tempo a história foi renomeada para “King Kong versus Ginko, quando se acreditava que a Universal detinha os direitos sobre o nome Frankenstein (Na verdade ela só tinha os direitos sobre design de maquiagem do monstro). O'Brien foi apresentado ao produtor John Beck, que prometeu para encontrar um estúdio para fazer o filme (nesta época a RKO já não produzia filmes). Beck levou o roteiro inicial a George Worthing Yates para que ele o desenvolvesse mais. A história foi ligeiramente alterada e o título alterado para King Kong versus Prometheus, retornando o nome ao conceito do Frankenstein original (o Moderno Prometeu era o nome alternativo do Frankenstein na história original). Infelizmente, os custos da animação em stop-motion  desanimaram potenciais estúdios a produzirem o filme.
Depois de fazer divulgar o roteiro no exterior, John Beck, eventualmente, atraiu o interesse do estúdio japonês Toho. A Toho tinha muita vontade de fazer um filme King Kong e decidiu substituir a criatura de Frankenstein pelo Godzilla. Eles imaginaram que seria a maneira perfeita para comemorar o trigésimo aniversário da produtora. Os acordos feitos por John Beck com o projeto de Willis O'Brien foram feitos pelas suas costas, e O'Brien não foi creditado pela sua ideia. Em 1963, Merian C. Cooper (Produtor do filme de King Kong de 1933) tentou abrir um processo contra John Beck alegando que ele infringiu a lei ao usar o personagem King Kong sem autorização, mas o processo nunca foi adiante, visto que ele não era o único proprietário legal do Kong como se acreditava anteriormente.
EIJI TSUBURAYA EM TRÊS MOMENTOS DISTINTOS
DURANTE A PRODUÇÃO DO FILME:
 
 

O Diretor de efeitos especiais Eiji Tsuburaya estava pensando em trabalhar em outros projetos nessa época, como uma nova versão de um roteiro de um  filme de conto de fadas chamado Kaguyahime (Princesa Kaguya), mas ele o adiou para trabalhar neste projeto com a Toho já que ele era um grande fã de King Kong. Ele declarou em uma entrevista em 1960 no Jornal Mainichi, "A minha empresa cinematográfica produziu um roteiro muito interessante que combina King Kong e Godzilla, então eu não poderia deixar de ajudar a trabalhar nisso em troca dos meus outros filmes de fantasia. O roteiro é especial para mim, isso me emociona porque King Kong é que me influenciou a entrar no mundo dos efeitos especiais quando eu o vi em 1933."
Um sacerdote xintoísta realizava sempre uma cerimônia de purificação antes do início das filmagens.

FOTO ONDE APARECE (À DIREITA) O SACERDOTE XINTOÍSTA

Eiji Tsuburaya tinha uma intenção declarada de levar  a série do Godzilla para uma direção mais clara. Sua abordagem não aceita pela maior parte da equipe de efeitos, pois eles "não podiam acreditar" em algumas coisas que Tsuburaya lhes pediu para fazer, tais como Kong e Godzilla jogando Vôlei com um pedregulho gigante. Mas Tsuburaya queria com isso apelar para a sensibilidade das crianças e ampliar o público do gênero. Esta abordagem foi aceita pela Toho para este filme, em King Kong versus Godzilla há um tom muito mais leve do que os dos dois filmes anteriores de Godzilla e contém uma grande quantidade de humor dentro das sequências de ação. Com exceção do próximo filme, Mothra versus Godzilla, o filme iniciou uma tendência de retratar Godzilla e os monstros com mais e mais antropomorfismo para apelar mais para as crianças e os mais jovens. Ishiro Honda não era fã dessa ideia. Anos mais tarde Honda declarou em uma entrevista: "Eu não acho que um monstro nunca deva ser um personagem cômico." "O público fica mais entretido quando gigantes como King Kong causam medo nos corações dos personagens pequenos."

O DIRETOR ISHIRO HONDA

A Toho tinha planejado filmar em locações no Sri Lanka, mas teve que desistir disso (e recuar nos custos de produção), porque eles acabaram tendo que pagar a RKO cerca de duzentos mil dólares para terem os direitos sobre o personagem King Kong. A maior parte do filme foi rodado em Oshima (uma ilha perto do Japão) em seu lugar.
Durante a pré-produção, Ishiro Honda tinha brincado com a ideia de usar Willis O'Brien e sua técnica de stop-motion o invés de usar o “suitmation” (O processo utilizado nos dois primeiros filmes de Godzilla) mas preocupações orçamentais impediram o uso do processo pois o suitmation sairia bem mais barato. No entanto, o stop-motion foi usado rapidamente em duas rápidas sequências do filme. Uma destas sequências foi animada por Koichi Takano que era um dos membros da equipe de Eiji Tsuburaya.
O novo Godzilla que foi projetado para este filme teve algumas pequenas alterações na sua aparência geral. Estas alterações incluíram a remoção de suas pequenas orelhas, três dedos em cada pé, em vez de quatro, barbatanas dorsais aumentadas e o meio do seu corpo mais volumoso. Essas alterações deram ao Godzilla uma aparência mais reptiliana.
Já o King Kong feito para este filme tem sido amplamente considerado como uma das piores caracterizações do gorila na história do cinema.
Sadamasa Arikawa (que trabalhou com Eiji Tsuburaya) disse que os técnicos tiveram pouco tempo para trabalharem no traje do King Kong.
O primeiro traje foi rejeitado por ser gordo e ter pernas longas demais. Outros trajes foram feitos também até que Tsuburaya aprovasse aquele que foi utilizado no filme.
Eiji Tsuburaya, para o ataque do polvo gigante, usou quatro polvos vivos. Eles foram forçados a se mover entre as cabanas soprando ar quente em cima deles. Após as filmagens dessa cena, três dos quatro foram libertados. O quarto tornou-se o jantar do diretor de efeitos especiais Eiji Tsuburaya.
King Kong, na época do filme, era mais popular no Japão do que o próprio Godzilla, e como nessa mesma época Godzilla era um vilão, os produtores tomaram a decisão de tornar King Kong o vencedor da luta no clímax do filme apesar do final parecer um pouco ambíguo.

SCREENSHOT:



3 comentários:

  1. Muito legal Major, adorei a matéria, foi muito esclarecedora, e o mais legal é que toda essa confusão com as idéias de Willis O'Brian ainda renderam um dos filmes que eu mais gosto de todos os filmes da TOHO, que é o FRANKENSTEIN CONQUERS THE WORLD.

    Adoro o Frankenstein, principalmente por causa das maquetes enormes que foram feitas para o filme, com prédios com mais de 2,5m , para mostrar o monstro em seu tamanho intermediário,

    Valeu Major, grande post !

    ResponderExcluir
  2. Obrigado Carlos! Eu também gosto muito dos dois filmes do Frankenstei da Toho, e concordo com você com relação as maquetes, foi um trabalho excelente do nosso "Tio" Eiji, abraço!

    ResponderExcluir
  3. Ótimo post , e excelente matéria !
    Esse aasisti na tv quando criança , ja´pra coleção !

    ResponderExcluir

Para os que comentam anônimos, por não serem membros, pedimos que coloquem seus nomes ou apelidos no final ou inicío da mensagem