segunda-feira, 30 de agosto de 2021

FRANKENSTEIN 1970 aka O CASTELO DE FRANKENSTEIN - 1958



SINOPSE:

O último descendente da família Frankenstein, o barão Victor von Frankenstein, interpretado pelo genial Boris Karloff, tenta recriar a lendária criatura concebida muitos anos antes por seu ancestral.
Com o propósito de conseguir dinheiro para poder comprar um reator atômico que lhe daria energia para seus experimentos, ele permite que uma rede de televisão americana realize um filme sobre seu ancestral utilizando seu castelo gótico.

DIREÇÃO:
Howard W. Koch


ELENCO:
Boris Karloff como Victor von Frankenstein
Tom Duggan como Mike Shaw
Jana Lund como Carolyn Hayes
Donald Barry como Douglas Row
Charlotte Austin como Judy Stevens
Irwin Berke como Inspetor Raab
Rudolph Anders como Wilhelm Gottfried
Norbert Schiller como Schutter]
John Dennis como Morgan Haley
Mike Lane como Hans Himmler / O Monstro


FORMATO: MKV/DVD Rip
DURAÇÃO: 83 minutos
TAMANHO: 1.23 Gb
IDIOMA: Inglês
LEGENDAS: Português ( srt na pasta )

LINK ULOZ:

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COMENTÁRIOS:

Durante o final da década de 1950, a frequente exibição na televisão americana de velhos filmes fotografados em preto e branco sobre a criatura de Frankenstein, estrelados por Boris Karloff e dos coloridos produzidos pela inglesa Hammer, ajudou a reacender a chama de um novo ciclo de horror em Hollywood. Entre os muitos filmes produzidos de baixo orçamento, dois foram inspirados na famosa personagem criada por Mary Shelley, I was a teenage Frankenstein (1957) e Frankenstein’s daughter (1958). A produtora Allied Artists decidiu então modernizar a clássica história e lançou em 1958 o filme O Castelo de Frankenstein (Frankenstein 1970), chamando Boris Karloff para o papel principal. Ao contrário de seus filmes anteriores, ele interpretou o cientista criador, Barão Victor von Frankenstein, deixando o papel da criatura para Mike Lane.

Seu último filme para a produtora havia sido The Ape em 1940, quando o estúdio ainda se chamava Monogram (somente em 1953 mudou o nome para Allied Artists).

O Castelo de Frankenstein mostra o último elemento vivo da família Frankenstein, o Barão Victor von Frankenstein, interpretado pelo genial Boris Karloff, tentando recriar a lendária criatura concebida muitos anos antes por seu ancestral. Seu castelo na Alemanha foi palco de perseguições durante a Segunda Guerra Mundial e ele tornou-se prisioneiro de um campo de concentração nazista por quinze anos, sofrendo violentas torturas dos soldados alemães, deixando no corpo do veterano barão marcas profundas, como cicatrizes no rosto e ferimentos na perna direita. Com o propósito de conseguir dinheiro para poder comprar um reator atômico que lhe daria energia para seus experimentos, ele permite que uma rede de televisão americana realize um filme sobre sua família utilizando seu castelo gótico como cenário. Ele próprio participa do filme em uma cena onde faz um discurso (fora do script original) verdadeiramente memorável. 

O Castelo de Frankenstein tem uma história alternativa interessante dentro do sub-gênero do cinema de horror que aborda a temática da criatura homônima criada pela escritora Mary Shelley em 1818. Com elementos de ficção científica num roteiro ambientado em 1970, um futuro para a época da produção (que é de 1958), o filme explora uma combinação de horror gótico com o medo da era atômica, e tem a presença sempre marcante do imortal ator Boris Karloff, dessa vez como o cientista criador e não como o famoso monstro, que foi o papel que o consagrou na história do gênero.

Adaptado do site Boca do Inferno.


TRAILER




CURIOSIDADES:

O Breen Office ordenou uma série de mudanças no roteiro e na montagem original do filme. Uma mudança ordenada foi o som do dispositivo que o Dr. Frankenstein usa para se desfazer de partes de corpos. O som de trituração original foi considerado horrível demais. Ele foi substituído pelo som de uma descarga de vaso sanitário que resultou em risos não intencionais no público. Esta foi a primeira vez que uma descarga de vaso sanitário foi ouvida em um filme de cinema. 

A estatueta preta de Relíquia Macabra (1941) foi usada pelo departamento de adereços da Warners para decorar o cenário. 

O quinto filme com o personagem Frankenstein de Boris Karloff, e a primeira vez que ele interpretou um membro da família Frankenstein - em Frankenstein (1931), A Noiva de Frankenstein (1935) e O Filho de Frankenstein (1939) ele interpretou o Monstro, e em A Mansão de Frankenstein (1944) ele foi o cientista louco Dr. Gustav Niemann. 
Este filme se intitularia originalmente "Frankenstein 1960", mas não parecia suficientemente futurista. Também se pensava que era muito inverosímil que um pesquisador independente pudesse obter seu próprio reator atômico em 1960. 

O ancestral do Dr. Frankenstein, que originalmente começou a trabalhar no monstro em 1740, é chamado de Richard. Os filmes anteriores geralmente o chamavam de Victor ou Henry. 

O apresentador do talk show de Chicago, Tom Duggan, participou do filme e convidou Charlotte Austin e Don 'Red' Barry de seu programa para dar um impulso publicitário ao filme. Infelizmente, ambos os atores tomaram alguns drinques antes de serem filmados e passaram a depreciar a qualidade do filme, para desgosto de Duggan. 

Os interiores faziam parte de um cenário da Warners Stage Three, que havia sido construído para o filme Errol Flynn-Dorothy Malone O Gosto Amargo da Glória (1958). Além disso, a produtora Aubrey Schenck, consciente do orçamento, usou o cineasta Carl Guthrie do filme anterior porque sua experiência com o cenário lhe permitiu iluminar as cenas rapidamente. 

Durante vários anos, apenas uma fita VHS do filme estava disponível. Em outubro de 2009, a Warner Brothers lançou o DVD Karloff & Lugosi Horror Classics, que inclui Frankenstein 1970 como um de seus quatro filmes, e apresenta um comentário de áudio de uma das co-estrelas do filme, Charlotte Austin, e dos fãs historiadores, Tom Weaver e Bob Burns. 

Jana Lund seria, em 1962, a protagonista do filme Married too Young  com roteiro de Ed Wood.




ACIMA JANA LUND RECEBENDO UM AFAGO DO FRANK
ABAIXO NO POSTER E LOBBY CARD DO MARRIED TOO YOUNG







SCREENSHOTS:



10 comentários:

  1. Este filme faz parte de uma lista muito grande de uma quantidade de filmes que passou nas noites da Globo no fim dos anos 60 e início dos anos 70. Era a Sessão Das Dez de sábado, quando eram apresentados filmes de horror e ficção. Da mesma época de Horrores Do Museu Negro, A Aranha, O Terror Do Ano 5000, The Hypnotic Eye(tá faltando este hein!!!!), The Brain Eaters e tantos outros. Excelente postagem e mais uma vez parabéns ao Space Monster.

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    1. Assisti muita Sessão das Dez, mas nunca topei esse com o Karloff.
      Grato pelo comentário, Lucindo! Obrigado!

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  2. Adoro esse filme, é bem diferente de outros Frankenteins
    Valeu mesmo pelo post !!

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    1. Bem diferente mesmo, Carlos! Adorei a atuação do Karloff, a impressão que tive é que ele gostou muito de fazer esse personagem.
      De nada, amigo! Uma pequena retribuição pela quantidade incrível de filmes que já descobri e baixei aqui do Cine Space Monster!

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  3. Mais uma exclusividade KARAMAZOV
    Legendas perfeitas, dificil encontrar legendas assim,
    MUITO OBRIGADO, esse filme tinha por aí dublado, agora com qualidade e legendado !!!

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    1. Puxa, Carlos, um elogio assim vindo de você é mesmo muito gratificante!
      Obrigado, amigo!

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  4. Com certeza The Hypnotic Eye
    É um dos que faltam por aqui

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    1. Vou trazer o Hypnotic Eye para cá, amigos, só falta dar uma corrigida de leve na legenda.

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  5. Esse filme foi exibido com á sua dublagem clássica no " CINE GAZETA " na TV Gazeta lá no começo dos anos 90,quado teve á parceira com á Rede Globo, essa sessão de filmes desta emissora passou muitos filmes bons de terror como : O CARRO - A MAQUINA DO DIABO, O ABOMINAVEL DR.PHIBES, A CAMARA DO HORRORES DO DR.PHIBES,HOMEM COBRA, O VAMPIRO, MASSACRE NO COLÉGIO dentre outros filmes ,belos tempos que á TV Aberta passava algo que presta-se .. por que hoje em dia .
    Abraço de Spektro 72.

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    1. Obrigado pelas informações interessantes, Spektro 72, com certeza a TV aberta já foi melhor, embora eu não tenha assistido muita TV, mas hoje, com a internet, é possível resgatar e compartilhar muitos desses filmes quase esquecidos.
      Um abraço.

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