domingo, 24 de outubro de 2021

RAY HARRYHAUSEN: SPECIAL EFFECTS TITAN (2011)



SINOPSE:

Este é o documentário definitivo sobre Ray Harryhausen. Esta produção definitiva não apenas exibe uma grande parte de sua exclusiva coleção, mas também ilustra a influência que o trabalho de Ray teve sobre famosos cineastas durante os últimos cinquenta anos ou mais.


DIREÇÃO:
Gilles Penso


ENTREVISTADOS:


Peter Jackson
Terry Gilliam
Guillermo del Toro
James Cameron
Tim Burton
Ray Harryhausen
John Landis
Henry Selick
Ray Bradbury
Nick Park
Randy Cook
Phil Tippett
Steven Spielberg
Dennis Muren
Steven Johnson
Joe Dante
Vincenzo Natali
John Lasseter
Ken Ralston
Robert Townson
Christopher Young
John Cairney
Greg Broadmore
Andrew Jones
Martine Beswick
Vanessa Harryhausen
Caroline Munro
 
FORMATO: BDRip/ MKV
DURAÇÃO: 90 minutos
TAMANHO: 1.86 GB
IDIOMA: Inglês
LEGENDAS: Português ( srt na pasta ) por FABIANO M. MACHADO  revisão de KARAMAZOV

LINK ULOZ:

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COMENTÁRIOS:


Em 2020, o gênio dos efeitos visuais Ray Harryhausen completaria 100 anos. Morto desde 2013, o profissional desbravou o caminho do stop motion no cinema norte-americano e criou imagens memoráveis em gerações de espectadores por mais de meio século. Seu legado influenciou diretores como Steven Spielberg, James Cameron e Peter Jackson.

Profundamente impactado aos 13 anos, depois de ver o trabalho de Willis O’Brien em King Kong (1933), Harryhausen passou o restante da adolescência criando maneiras de dar vida às esculturas que cozinhava no fogão de casa. No início da vida adulta, mostrava os filmes amadores que rodada em casa ao amigo escritor Ray Bradbury.

A primeira chance no cinema surgiu, justamente, na vaga de assistente de O’Brien, em um filme chamado O Monstro de um Mundo Perdido (1949). O enredo era uma releitura mais otimista e simpática da história de um gorila gigante que se afeiçoa a uma jovem loira, com efeitos especiais ainda mais impressionantes do que no clássico de 1933.

Harryhausen era um sujeito com obsessão em materializar aquilo que imaginava e rejeitava efeitos práticos e pouco convincentes.

A primeira grande criação de Harryhausen no cinema viria quatro anos depois, com a animação de O Monstro do Mar (1953). No enredo, baseado num conto escrito por Bradbury, um lagarto marinho gigante invadia as ruas de Nova York destruindo tudo o que via pela frente. Reza a lenda que o filme deixou uma marca tão forte no imaginário de Ishirô Honda, que acabou se tornando uma das principais influências para a criação de Godzilla (1954).

Nos anos seguintes, Harryhausen criaria polvos gigantes, vilões para as histórias de Simbad e muitos dinossauros. Produções como A Invasão dos Discos Voadores (1956), Jasão e os Argonautas (1963) e O Vale de Gwangi (1969) nunca são lembradas pelo elenco ou pelos diretores. As estrelas são sempre os monstros.

No documentário Ray Harryhausen: Special Effects Titan (2011), de Gilles Penso, o cineasta John Landis defende que Harryhausen foi um dos artistas mais completos no campo dos efeitos visuais. Além de escultor, fotógrafo e diretor, o principal nome por trás de Fúria de Titãs (1981) ainda era capaz de ter uma assinatura visual, facilmente reconhecida ao longo de diferentes filmes.

Ele era um sujeito com obsessão em materializar aquilo que imaginava e rejeitava efeitos práticos e pouco convincentes. No mesmo documentário, o próprio Harryhausen conta que só aceitou participar da refilmagem de Mil Séculos Antes de Cristo (1966) para a Hammer pela possibilidade de ver na tela os dinossauros escondidos por trás dos arbustos na versão de 1940, conhecida no Brasil como O Despertar do Século (1940).

Foi o trabalho de Harryhausen que permitiu que uma geração de cineastas que cresceu entre as décadas de 1950 e 1960 percebesse que era possível criar diferentes monstros para seus próprios filmes. Era nos filmes dele que Spielberg foi buscar inspiração para tirar do papel os dinossauros de Jurassic Park (1994). Inicialmente, Phil Tippett, um dos responsáveis pelos efeitos visuais do blockbuster queria que os animais pré-históricos fossem criados por meio de stop motion. A ideia foi deixada de lado pelo CGI, que traria mais realismo ao visual.

Ao ser questionado em uma entrevista sobre o uso de computação gráfica em filmes com criaturas fantásticas, Harryhausen defendeu a técnica pela qual ficou conhecido: “quando atribuímos muita realidade à fantasia, ela perde um pouco da sua qualidade de pesadelo e deixa de parecer um sonho.” Seus monstros eram estranhos, impossíveis e fascinantes.

por Rodolfo Stancki (ESCOTILHA)


POSTER TRIBUTO POR VICTOR SANTOS


CURIOSIDADES:

O filme foi realizado durante um período de 10 anos e traz entrevistas e homenagens de cineastas que se inspiraram em seu trabalho. O filme incluiu filmagens do documentário Ray Harryhausen de 1990: Movement Into Life feito na época pelo estudante de cinema John Walsh que hoje é curador da Fundação Ray e Diana Harryhausen.



SCREENSHOTS:


8 comentários:

  1. Respostas
    1. Feliz que gostou da postagem, Paulo! De nada, amigo!
      Prato cheio para quem gosta do Ray Harryhausen.

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  2. Respostas
    1. Clássico mesmo, Ferdinando! Fiquei tão empolgado com o documentário que acabei revendo vários dos filmes com o trabalho incrível do Harryhausen.

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  3. Olá a todos, Aquele da ultima foto, é um que se trata de uma criatura alienígena, mas que infelizmente nunca tive a chance de assistir, do mais, o que dizer, o homem é uma Lenda, uma pena que a maioria seguiu seus passos e tão poucos tiveram sucesso...Valeu e abraços a todos...

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    1. Olá, Talidio, a última screen é de um dos primeiros trabalhos do Harryhausen, não é um filme e sim uma cena de demonstração, o ator prestes a ser devorado pela criatura alienígena era um amigo dele. Com certeza o homem é uma lenda dos efeitos especiais, creio que o que aconteceu depois foi que a tecnologia em Stop Motion foi substituída pelo CGI.

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    2. Ola, Bom dia, obrigado pela informação essa eu não sabia, por isso vi essa criatura em um documentário que tenho em dos meu dvd's que tinha os featurettes, mas sem as legendas, verdade uma pena que nosso tempo é contado na terra. Valeu e abraço aí!!!

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    3. Essa e várias outras informações interessantes são apresentadas no documentário, vale muito a pena para quem é fã do Ray Harryhausen. Uma pena esse documentário que citou não ter legendas. Tempo contado sim, infelizmente, o bom é que podemos preenchê-lo com coisas que gostamos. Valeu, Talidio, grande abraço!

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