domingo, 26 de abril de 2015

THE INVISIBLE RAY - 1936

POSTADO PRIMEIRAMENTE EM 17/06/2011



SINOPSE

Cientista organisa espedição a Africa para estudar um estranho meteorito, que contém uma radiação especial, mas acaba sendo envenenado pela radiação, tornando o seu toque em outras pessoas mortal.







Formato: Avi / DVDRip
Tamanho: 700MB
Duração: 79 minutos
Idioma: Inglês
Legendas: Português ( srt na pasta )

Link único 4shared:

http://www.4shared.com/rar/-kzpNV6Mba/inviray.html

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www.cinespacemonster.blogspot.com









Direção: Lambert Hillyer

Roteiro: John Colton, baseado na história de Howard Higgin e Douglas Hodges
Produção: Carl Laemmle
Música: Franz Waxman
Fotografia: George Robinson
Edição: Bernard W. Burton
Direção de Arte: Albert S. D'Agostino
Maquiagem: Otto Lederer; Jack P. Pierce
Efeitos Especiais: John P. Fulton

Elenco
 Boris Karloff (Dr. Janos Rukh)
 Bela Lugosi (Dr. Felix Benet)
 Frances Drake (Diana Rukh)
 Frank Lawton (Ronald Drake)
Walter Kingsford (Sir Francis Stevens)
 Beulah Bondi (Arabella Stevens)
 Violet Kemble Cooper (Rukh)
 Nydia Westman (Briggs)


COMENTÁRIOS
(por Renato Rosatti)

A carreira do grande ator Boris Karloff (falecido em 1968), imortalizado por interpretar a criatura de Frankenstein nos clássicos da produtora Universal das dácadas de 30 e 40, foi também marcada por inúmeras participações em filmes de ficção científica e horror onde atuava como um "cientista louco", ou seja, alguém cujas descobertas científicas tornavam-se de alguma forma uma ameaça para a sociedade. O lançamento de "O Raio Invisível" (The Invisible Ray) em 1936, foi um dos primeiros resultados cujas motivações do enredo serviram de modelo para toda uma enxurrada posterior de filmes similares do período pós Segunda Guerra Mundial. Portanto, "O Raio Invisível" pode ser considerado um dos precursores do gênero "mad scientist" do cinema de horror. Foi importante também por ser uma das poucas obras a reunir Karloff e o também ícone do gênero Bela Lugosi, imortalizado por ser um dos principais Dráculas do cinema em todos os tempos, juntamente com Christopher Lee, fato este que já assegura sua importância e diferencial dentro do gênero

  

 "O Raio Invisível" foi dirigido por Lambert Hillyer, um especialista em westerns e que fez somente um outro filme de horror, "Dracula's Daughter", também em 1936. Ele aproveitou em seu filme os mesmos cenários da conhecida ficção científica "Flash Gordon" (do mesmo ano) e utilizou também algumas cenas dos maquinários elétricos do clássico "Frankenstein" (1931). Em compensação, algumas cenas de "O Raio Invisível" também foram utilizadas mais tarde em um outro filme com Lugosi, "The Phantom Creeps" (1939). Aliás, esse recurso de utilizar cenários existentes com o objetivo de diminuir os custos de produção foi largamente explorado no cinema fantástico da época.




Os efeitos especiais, a cargo de John P. Fulton, tiveram forte influência para o sucesso do filme. A sequência passada no laboratório do Dr. Rukh, onde foi reproduzida uma batalha entre sóis e estrelas na galáxia de Andromeda como aconteceu há 750 milhões de anos luz no passado, foi considerada como uma inovação na época. Tanto é que a Universal, numa estratégia de marketing e acreditando no sucesso do filme, manteve em segredo os métodos de produção desses efeitos durante as filmagens, criando grande expectativa na imprensa cinematográfica e em todos que acompanhavam os bastidores quanto aos resultados finais.Por curiosidade, ocorreram algumas mudanças normais no período de pré-produção. A princípio, o título original do filme seria "The Death Ray" e o personagem interpretado por Bela Lugosi seria chamado de Dr. Morceau, mudando depois para o definitivo Dr. Benet. A personagem Diane Rukh, esposa do cientista "louco" interpretado por Karloff, seria inicialmente da atriz Gloria Stuart, sendo substituída mais tarde por Frances Drake. O ator Donald Briggs estava escalado para compor um dos membros da expedição científica à África, mas foi retirado do elenco. O diretor seria Stuart Walker, porém devido ao fato dele descordar de alguns detalhes do roteiro e do curto tempo disponível para filmar, acabou sendo substituído por Lambert Hillyer.


Outro fato bem curioso do filme, e só observado por espectadores mais atentos, é uma cena onde o exímio químico Dr. Benet (Lugosi), acampado na África à procura do meteoro radioativo, fazia experiências no povo local com o uso dos raios solares. Num determinado momento ele utilizou um bebê negro africano doente e comprovou a reação positiva da criança ao seu tratamento, mencionando num relatório a um colega cientista que a "criatura" obtivera a cura através de suas descobertas. Não foi um erro de tradução e ele realmente utilizou o termo "creature" (em inglês) ao se referir à criança, numa clara expressão de indiferença e comparação do bebê a um simples animal de uma experiência. Os pobres nativos africanos podiam ficar sem essa arrogância dos nobres ingleses imperialistas...
"O Raio Invisível" foi um dos poucos filmes em que os "monstros sagrados do Horror" Boris Karloff e Bela Lugosi contracenaram juntos, algo raro e um fator decisivo para manter seu interesse. Os outros filmes foram "The Gift of Gab" (34), "O Gato Preto" (34), "The Raven"(35), "O Filho de Frankenstein" (39), "Black Friday" (40), "You'll Find Out" (40) e "O Túmulo Vazio" (45). Em "O Raio Invisível", Lugosi teve um papel menor (Dr. Benet) em relação ao companheiro Karloff (Dr. Rukh), porém nem por isso menos importante. O Dr. Benet era um cientista humanitário e racional, em contraste com seu opositor Dr. Rukh, cuja personalidade foi se desintegrando com os efeitos nocivos do elemento químico do meteoro, até culminar num assassino, ou melhor, num "cientista louco". Tanto é que, no duelo entre os cientistas, Lugosi acabou morrendo literalmente nas mãos radioativas de Karloff.


Com o sucesso desse filme, considerado um precursor e imitado diversas vezes nos anos seguintes, a produtora Universal tinha a intenção de repetir a dose logo em seguida com mais uma outra produção envolvendo Karloff e Lugosi em tema similar. Mas, em vez de um homem assassino radioativo como em "O Raio Invisível", Karloff faria o papel de uma criatura elétrica. O roteiro, baseado na história "The Electric Man" de H. J. Essex, Sid Schwartz e Len Golos, foi preparado com o título "The Man in the Cab", porém a produção foi abandonada numa decisão da Universal com base no crescente desinteresse do público, que já estava se desgastando com os filmes do gênero no final dos anos 30. Esse projeto foi somente retomado em 1940 e filmado com o título americano de "Man Made Monster" (na Inglaterra, "The Electric Man"), com Lionel Atwill e Lon Chaney Jr. nos papéis que seriam de Karloff e Lugosi, respectivamente, constituindo-se em mais uma pérola do cinema fantástico, sempre presente nas mais diversas literaturas de referência do gênero.
Não é necessário falar muito de O Raio Invisível, pois um filme em preto e branco dos anos 1930, da produtora Universal, responsável pelos principais personagens de Horror do cinema (Fantasma da Ópera, Monstro de Frankenstein, Drácula, Múmia, Lobisomem, Monstro da Lagoa Negra, etc.), que traz em seu elenco Boris Karloff e Bela Lugosi, e num roteiro de ficção científica e horror no melhor estilo "cientista louco", só poderia trazer créditos mais do que suficientes para uma verdadeira sessão de nostalgia do mais puro entretenimento. Só nos resta, na condição de fãs e produtores, reverenciar, cultuar, apreciar, divulgar e imortalizar todo esse universo para toda a eternidade.

SCREENSHOTS


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