terça-feira, 15 de novembro de 2016

MONSTER FROM GREEN HELL aka O MONSTRO DO INFERNO VERDE - 1957


Hoje ele está destruindo a África... amanhã, o mundo!


SINOPSE:

Antes de lançar o primeiro voo tripulado ao espaço, o governo dos EUA está conduzindo uma série de experiências sobre os efeitos da radiação cósmica nos seres vivos. Animais e insetos são enviados ao espaço, deixados em órbita por um breve período de tempo e quando retornam são estudados para ver se continuam saudáveis. Numa dessas experiências, um foguete contendo vespas permanece no espaço mais tempo do que o planejado. O radar não consegue acompanhar sua trajetória, mas computador do centro espacial calcula que o foguete deverá cair numa determinada região da África. Meses depois, um dos cientistas responsáveis pelas pesquisas lê uma reportagem sobre estranhos acontecimentos na África Central. Desconfiado que isso possa ter alguma ligação com as vespas que receberam uma dose excessiva de radiação cósmica, ele organiza uma expedição até o local.


DIREÇÃO:

Kenneth G. Crane

ELENCO:

Jim Davis .......... Dr. Quent Brady
Robert Griffin .......... Dan Morgan (as Robert E. Griffin)
Joel Fluellen .......... Arobi
Barbara Turner .......... Lorna Lorentz
Eduardo Ciannelli .......... Mahri
Vladimir Sokoloff .......... Dr. Lorentz





Gênero: Ficção científica, Terror
Formato: avi
Tamanho do arquivo: 700MB
Duração: 1h 10min
Cor: Preto e Branco
Proporção da imagem: 4:3 (496x368)
País de origem: EUA
Idioma: inglês
Legendas: português (srt, na pasta)

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Legendas:
Carlos Solrac









COMENTÁRIOS: POR CARLOS SOLRAC

Antes de decidir se vale a pena ler esses comentários ou assistir a essa “superprodução”, um aviso importante: numa avaliação feita por 534 usuários no site do IMDb (Internet Movie Database) esse filme recebeu uma nota média de 3,3 pontos (numa escala vai de 0 a 10).

MONSTER FROM GREEN HELL [O Monstro do Inferno Verde] foi lançado nos Estados Unidos em 17 de maio de 1957. É um filme do gênero ficção científica e terror. Foi dirigido por Kenneth G. Crane.

O filme começa mostrando o que é para ser uma base de lançamento de foguetes em algum lugar do oeste americano. Logo em seguida, uma narração em off nos esclarece que antes de lançar o primeiro voo tripulado ao espaço é preciso saber se a vida “permanece saudável e intacta após os voos espaciais”. Essa pesquisa está sendo conduzida pelo Dr. Quent Brady (Jim Davis – esse Jim Davis não é o mesmo Jim Davis criador do gato Garfield) e seu colega Dan Morgan (Robert Griffin). Animais e insetos são enviados ao espaço por breves períodos de tempo e quando retornam, são observados para verificar se continuam saudáveis após a exposição à radiação cósmica. E para dar mais credibilidade ao assunto, o narrador é o próprio Dr. Brady.

Então, numa das salas do centro espacial, vemos os nossos pesquisadores próximos de algumas gaiolas contendo, segundo o Sr. Morgan, um macaco, vespas e um caranguejo-aranha, além de um porquinho-da-índia. Ele propõe embarcar os “passageiros” e logo em seguida vemos um foguete sendo preparado para o lançamento. Até aqui, nenhuma surpresa.

Logo depois, dentro de um bunker onde está localizado o centro de controle, o Sr. Morgan diz ao seu colega Dr. Brady que já está chegando a hora de lançar os foguetes.

Lançar os foguetes? Eles vão lançar mais de um foguete? Eles mostram um foguete sendo preparado e vão lançar dois? Será que o Sr. Morgan não se enganou?

Após uma rápida contagem regressiva vemos um foguete sendo lançado, e logo depois um segundo foguete. Mas, espere… Um terceiro foguete foi lançado? Três foguetes foram lançados quase que simultaneamente? Ou será que é o mesmo lançamento sendo mostrado três vezes em ângulos diferentes para a cena ficar mais detalhada e emocionante? Ou será que um dos foguetes era para o macaco e o porquinho-da-índia, o outro para as vespas e mais um outro para o caranguejo-aranha? Isso é muito estranho!

Ainda no centro de controle, o Dr. Brady e o Sr. Morgan estão jogando conversa fora quando um dos técnicos avisa que o segundo foguete não está retornando. Nesse momento são mostrados três monitores, sendo que no segundo as formas de ondas são diferentes das mostradas no primeiro e no terceiro. E, de repente, a imagem da segunda tela desaparece e a conclusão deles é que o segundo foguete está fora do alcance do radar. Agora ficou claro que realmente eles lançaram três foguetes!

Todos ficam preocupadíssimos. O Sr. Morgan, depois de conferir alguns dados do voo com um outro técnico, olha seriamente para o Dr. Brady e diz: “Quent, let's go ask the computer a few questions.” (“Quent, vamos fazer algumas perguntas ao computador.”). Será que ele está desconfiado que o computador tem alguma coisa a ver com o sumiço do segundo foguete e irá interrogá-lo?

Eles vão até a sala onde está o computador, que é a mesma sala onde estavam as gaiolas com os bichos. Agora podemos ver que esse computador não passa de simples painéis instalados sobre o que parece ser um “moderno gabinete de cozinha de aço de boa marca e ótima qualidade a venda nas melhores casas do ramo”. O Sr. Morgan pega um microfone, lê em voz alta os dados que ele havia anotado numa prancheta, aciona alguns dos botões e o computador começa a fazer uns barulhos estranhos. Depois, ele pega um fone de ouvido, coloca-o junto ao ouvido e começa a escrever alguma coisa na prancheta. Não seria mais prático se ele tivesse uma impressora ou que lesse a resposta num monitor do que ter que anotar com uma caneta a resposta que o computador cochichou em seu ouvido?

Mesmo com dados insuficientes o computador informa que o foguete, depois de orbitar a terra, cairá em algum lugar próximo da costa africana. E o Sr. Morgan nos mostra num globo terrestre o provável local da queda. O maior receio era de que o foguete caísse sobre alguma área habitada. Nesse caso, eles teriam sérios problemas.

Algum tempo depois surgem “problemas” na África. Mas não porque um foguete caiu sobre uma área habitada. É que corria um boato que alguns monstros apareceram por lá. E então conheceremos o Dr. Lorentz e sua filha Lorna, além de seu fiel escudeiro Arobi.

Depois de permanecer embrenhado nas selvas africanas dedicando boa parte de sua vida aos nativos, o nosso bom Dr. Lorentz tornou-se sujeito meio confuso. Isso pode ser comprovado quando ele afirma enfaticamente que uma coisa tem certa semelhança com outra, mas que ao mesmo tempo é completamente diferente.

Quando as notícias sobre os estranhos acontecimentos chegam aos jornais, o Dr. Brady informa sobre suas suspeitas ao “Alto Comando”, em Washington, que aprova sua viagem até aquela região africana para verificar o que realmente está acontecendo por lá.

Já na África, o Dr. Brady entra em contato com o Agente Territorial em Libreville (a cidade de Libreville é a capital do Gabão, que de 1910 até 1959 fez parte da África Equatorial Francesa). Esse agente diz que vai organizar um safari (o termo correto não seria uma expedição?) para que eles cheguem até uma região que os nativos chamam de “Inferno Verde”. Mais tarde saberemos que terão à sua disposição o melhor guia da região, um árabe chamado Mahri.

Mas o Dr. Brady começa a ficar impaciente com a demora e diz ao seu amigo Sr. Morgan que já faz “uma semana e três dias” que eles estão parados ali, em Libreville, e nada do safari começar. Uma semana e três dias? Não seria muito mais fácil dizer que são dez dias? Mas, segundo o Sr. Morgan, o motivo dessa demora é que se leva muito tempo para conseguir as bijuterias e os espelhinhos para se oferecer aos nativos hostis.

Até que finalmente o safari tem início. A previsão é de 27 dias de caminhada pelas savanas africanas. Mahri, o experiente guia, é um sujeito muito corajoso pois a única arma que ele precisa para enfrentar os terríveis perigos daquela região é um simples chicote. E também é muito esperto, pois mesmo sendo o guia do tal safari ele nunca vai na frente liderando o grupo.

MONSTER FROM GREEN HELL foi produzido em preto e branco.
Os Lobby Cards aqui mostrados foram colorizados.

Mas... eles não estavam na era dos foguetes, dos jatos, da energia atômica, quando o homem se preparava para alcançar as estrelas? Não foi o “Alto Comando” em Washington que aprovou a viagem deles até a África? Eles pousam em Libreville num voo da TWA, mas não tinham à sua disposição um simples helicóptero? Como é que o governo americano permite que dois de seus renomados especialistas e responsáveis pelo futuro dos voos tripulados ao espaço fiquem zanzando semanas pelas savanas africanas quando um simples helicóptero poderia levá-los até o local desejado em questão de horas?

A partir de agora, os interessados em continuar nesse “safari” para saber como termina essa fantástica aventura já devem estar cientes dos riscos envolvidos caso decidam juntar-se a esse grupo de homens valorosos e destemidos. Mesmo assim, recomendo pensar bastante antes de tomar a decisão de prosseguir nessa jornada.

Só lembrando: em Riders to the Stars (1954) também houve um lançamento triplo quase que simultâneo com uma diferença de alguns segundos entre cada lançamento. Mas em cada foguete havia um astronauta e a missão deles era capturar um meteoro de tamanho razoável e trazê-lo intacto para a Terra antes que ele se desintegrasse ao entrar em nossa atmosfera. De acordo com Riders to the Stars os raios cósmicos cristalizavam e pulverizavam os metais e minerais fora da proteção da atmosfera terrestre. Os foguetes não resistiam ao forte bombardeamento dos raios cósmicos, e que também por essa mesma razão a lua estava se transformando numa “bola de poeira”. Usar o chumbo como proteção era inviável, porém sabia-se que os meteoros viajavam intactos através do espaço por milhares de anos queimando-se apenas quando entravam em nossa atmosfera, e que portanto eles deviam estar protegidos de alguma forma. A ideia era justamente capturar, nos limites da atmosfera terrestre, algum meteoro para descobrir que tipo de proteção natural eles possuíam.


SCREENSHOTS


4 comentários:

  1. Fala parceiro tudo bom?Cara é muito provável que vc nem lembre de mim!Sou dono do blog Wikia Godzilla, onde eu falava tudo relacionado ao universo desse tão querido e "HORRÍVEL" kaiju que conhecemos. Infelizmente por falta de conteúdo abandonei do o blog ano passado...Mas agora estou querendo voltar com todo o vapor e gostaria de dicas suas!Oque devo postar, oq não devo postar, quais os assuntos mais falados hoje em dia sobre o Godzilla e etc!Desde já agradeço ae seu apoio e força!Tamo junto, depois passa a lá no blog e dá uma olhada no conteúdo.

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    1. Olá , lembro sim de você, cara o que postar , vai de você , acho que colocar alguns videos e downloads chama atenção do pessoal pelo blog, se você quiser usar os links dos godzillas que tem aqui no space monster fique a vontade

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  2. Raios e trovões! que bela postagem, pessoal! Este é um daqueles filmes feitos só para os corajosos! Carlos Solrac as suas informações bem detalhadas apoiam a qualidade do filme: este é para os fortes! Obrigado pela postagem e, por favor, nos deem mais destes desafios!

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  3. Hahahahahahaha, detectei mais um problema só de ver as fotios!! As fotos nem são de um foguete espacial. São de um projeto que começou na Alemanha, com Von Braun, sim é uma V2 alemã, provavelmente a que os americanos trouxeram com o dito cientista. Ou seja esse foquete foi o precursor dos mísseis intercontinentais, ou seja não é bem um foguete e sim uma BOMBA!!! Hahahahahahahahahahaha, realmente é pros fortes!! Hahahahah
    Abração
    Wilburpatureba

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