quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

RUBBER aka RUBBER: O PNEU ASSASSINO - 2010

" O MELHOR FILME DE PNEU MATADOR QUE VOCÊ JÁ VIU "


SINOPSE:

No deserto, um pneu assassino usa poderes telepáticos para matar animais e fazer cabeças de humanos explodirem e sente-se estranhamente atraído por uma jovem.

DIREÇÃO:
Quentin Dupieux


ELENCO:
Stephen Spinella como Tenente Chad Ballard
Jack Plotnick como Contador
Roxane Mesquida como Sheila
Wings Hauser como Senhor Watchorn
Ethan Cohn como Ethan
Charley Koontz como Charley
Hayley Holmes como Cindy
Haley Ramm como Fiona
Daniel Quinn como Pai
Devin Brochu como Filho
Tara Jean O'Brien como Martina
David Bowe como Senhor Hugues

Formato: MP4 / BRRip / 720P
Tamanho: 725MB
Duração: 83 minutos
Idioma: Inglês
Legendas: Português ( srt na pasta )


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SENHA PARA DESCOMPACTAR
cinespacemonster



COMENTÁRIOS E CURIOSIDADES
SUPER OITO







COMENTÁRIOS:
POR GABRIEL PAIXÃO RETIRADO DO SITE

Uma das grandes vantagens (se é que podemos contar vantagem disso) de curtir o gênero fantástico é a elasticidade das premissas em que os roteiros se baseiam. Em uma comédia romântica, por exemplo, você jamais iria curtir ver Jennifer Aniston de caso romântico com um macaco ou um drama sobre o preconceito que o café descafeinado sofre entre os seus pares, resumindo, para estes e outros segmentos do cinema existem fórmulas pré-existentes que engessam os vieses criativos e a ousadia de roteiristas e diretores, além do que, o mínimo que se espera é que a estas produções façam algum sentido lógico.
Agora o gênero terror é privilegiado de bizarrices e criatividade extrema: temos filmes sobre demônios, assassinos mascarados, fantasmas e monstros, casas mal assombradas e coisas ainda mais estranhas como bebidas que derretem mendigos, camisinhas que atacam pessoas e até centopéias humanas, mas nunca, em meus sonhos mais selvagens, poderia pensar que alguém teria a capacidade de escrever e imprimir em celulóide um filme sobre um pneu assassino.
Sim, um pneu daqueles pretos redondos que você deve ter pelo menos cinco no seu carro, você não leu errado e seus olhos não te enganam, é um filme sobre um pneu assassino. Ah! E como se não fosse suficiente, não somente ele anda (ou roda, como seria mais apropriado), mas tem vontade própria e poderes telecinéticos. Antes que me perguntem, eu não tomei nenhuma substância ilegal, esse filme existe, se chama Rubber (que ainda bem não teve o título traduzido, ou você se animaria a assistir a algo como Borracha, O Filme?) e teve sua premiere brasileira em concorridas sessões da edição de 2010 do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.




Rubber foi cometido pelo cineasta francês Quentin Dupieux (mais conhecido por sua carreira na música eletrônica) que assina direção, roteiro, fotografia e edição, mas como já podem perceber não poderia ser levado a sério obviamente, pois ninguém em sã consciência faria isso, o resultado portanto é um misto de absoluto nonsense (a última vez que vi algo num nível equivalente foi em Monty Python em O Sentido da Vida) e cenas um bocado sangrentas, mas que apesar das qualidades foi esticado na duração um muito além do que deveria e o que poderia ser um curta ou um média-metragem genial fica enfadonho e cansa depois da quarta ou quinta cena repetida.
O roteiro, se é que podemos chamar desta maneira, começa com explosões e atropelamentos de cadeiras no deserto, quando chega um grupo de pessoas para assistir a um suposto “filme” e são recepcionados pelo Xerife (Stephen Spinella) – ou pelo ator que interpreta o Xerife neste “filme”, você vai entender – onde começa um hilário monólogo sobre os momentos “sem razão” do cinema: Por que o E.T. de Spielberg é marrom? Sem razão. Por que em O Massacre da Serra Elétrica os personagens nunca vão ao banheiro? Sem razão… E a conversa vai aumentando até declarar explicitamente o tom de Rubber: É uma homenagem ao “sem razão“, pois a própria vida é repleta de momentos “sem razão“. Depois de sua fala, ele vai embora no porta malas do carro de polícia(!), e seu estranho auxiliar (Jack Plotnick) distribui binóculos aos espectadores.
Contudo não há tela, projetor ou palco para o tal espetáculo, só o que eles avistam neste cenário insólito é um monte de lixo mais a frente. E tem um detalhe nessa interação entre esse público do deserto e a ação que chega a ser engraçado: não importa aonde os eventos estejam ocorrendo, eles sempre são capazes de ver o que está acontecendo com seus binóculos, mesmo nas cenas entre quatro paredes!




Gente, convenhamos, este “roteiro” não é exatamente um roteiro, são passagens de ideias (muitas criativas, outras nem tanto) que foram amontoadas para criar um senso de continuidade e de história. Um pouquinho diferente e seria um filme de sketches. Só que eu tenho que dar o braço a torcer, o desafio de Dupieux em criar algo nos moldes de RUBBER (e a introdução do Xerife é esclarecedora nesse ponto) é comparável a Stephen King e seu caminhão do Goblin Verde em Comboio do Terror, George Romero em A Noite dos Mortos-Vivos e Michael Haneke e seu Violência Gratuita (que eu odiei, mas não vou ficar gastando tempo falando disso aqui), que também são basicamente filmes aonde as coisas acontecem sem motivo algum. Só que tenho minhas dúvidas em qual lado Dupieux estava na fronteira entre a genialidade e a completa maluquice.
E é tão explicitamente ridículo, tosco e com cara de produção B quanto aparenta pela descrição, a direção faz questão de nos lembrarmos frequentemente do tamanho do absurdo que é ver um filme sobre pessoas no deserto dentro de um filme sobre um pneu assassino. Tão bom são algumas cenas pela sua tosquice que a trilha sonora só faz melhorar. Tudo isso coroado com espetaculares efeitos de bichos e cabeças explodindo, sem poupar o público de nenhum detalhe e uma série de referências que vão causar risos extras nos espectadores mais antenados. Não posso negar que Dupieux por trás das câmeras tenha feito um excepcional trabalho valorizando o material que tinha e entregou um entretenimento maior do que eu poderia esperar.




O que deixa o filme bem aquém de suas possibilidades é a falta de uma estrutura que permita o desenvolvimento dos personagens ou de situações que aproveitem melhor o tempo de projeção. O foco é Robert e Robert sozinho, tudo o mais gira em torno dele (o trocadilho foi sem intenção), pelo óbvio motivo que um pneu serial killer não tem personalidade o suficiente para ser desenvolvida – e claro, lembrando que este é um ode ao “sem razão” – acabam-se em poucos takes as ideias para prosseguir a trama que morre muitas vezes antes de retomar o fio da meada. E Dupieux completa o tempo com cenas de seu pneu rodando por aí a esmo, destruindo objetos e outras coisas, se o conceito é muito bacana vai ficando maçante conforme a audiência percebe que aquilo não vai parar em lugar nenhum.
Ainda assim no final acaba ficando estranho que você se corresponda com o pneu, rindo e se importando com o que ele faz e levantando tipos de perguntas que fazem você questionar sua própria sanidade. Exemplo, se Robert fosse um maníaco sexual, como ele pode ter uma ereção? Surrel como poucos, Rubber em suas múltiplas exibições em festivais foi falado o suficiente para garantir um lançamento futuro nos Estados Unidos pela Magnet Releasing (a mesma de Rec 2 e Ilha dos Mortos), agora se ganhará as telas do circuito comercial, isso eu duvido bastante. No Brasil onde as expectativas devem ser sempre baixas, um lançamento em DVD já é coisa pra ser comemorada.
A não muito tempo atrás li na comunidade do Orkut do Boca do Inferno um questionamento interessante se o gênero já não atingiu o limiar na criatividade, contou tudo o que havia para ser contado e todos os filmes daqui pra frente seriam clichês. A contar pelo que eu vi nesta produção posso dizer que, embora estejamos caminhando para a completa ruina da humanidade de tanta doidera ao mesmo tempo na tela, você pode odiar, você pode amar, porém não se pode fechar os olhos para o fato de que Rubber é único.




SCREENSHOTS


7 comentários:

  1. Comentando o comentário, esse filme é um meta-filme. Não é para se levado a sério. Deve-se elevar a suspensão de descrença ao nível mais elevado. Afinal, não é um filme para ser analisado, mas assistido, sentido. Assim como fazem os espectadores dentro do próprio filme.

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  2. É Justo pois esse pneu tá cheio de piadinhas a respeito dele. Obrigado a todos pelo Post e Bom dia.

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  3. tempos atras em blog hoje extinto vi uma postagem desse longa.
    na época não peguei para ver, mas depois fiquei muito curioso, pena que nunca mais vi.
    procurava e não achava. finalmente aqui esta.
    valeu pelo up.
    elcio

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    Respostas
    1. Eu achei muito engraçado, mas não é para todo mundo, tem que gostar e entender filmes B, entender kkkkk, como se fosse uma ciência rsrs
      Pelo menos quem está aqui no blog sabe disso rsrsrs !

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