sexta-feira, 15 de novembro de 2013

THE CURSE – aka A MALDIÇÃO - RAÍZES DO TERROR - 1987



SINOPSE:

Nathan Crane (Claude Akins) é um fazendeiro extremamente religioso e temente a Deus. Certa noite, cai em sua propriedade algo que todos pensaram ser um simples meteorito. Logo em seguida, toda a produção agrícola de sua fazenda começou a se desenvolver como jamais tinha visto. A princípio ele acreditou que aquilo que havia caído do céu era uma benção de Deus. Mas algum tempo depois coisas estranhas começaram a acontecer naquele lugar. O que antes parecia ter sido uma benção divina, passou a ser visto como um terrível castigo enviado por Deus...


DIREÇÃO:

David Keith

ELENCO:

Wil Wheaton .................. Zack / Zachary (creditado como Will Wheaton)
Claude Akins ................ Nathan Crane
Kathleen Jordon Gregory ..... Frances Crane
Malcolm Danare .............. Cyrus Crane
Amy Wheaton ................. Alice Crane
Steve Carlisle .................. Charlie Davidson
Cooper Huckabee .............. Dr. Alan J. Forbes
Hope North .................... Esther Forbes
John Schneider .............. Carl Willis
Steve Davis .................. Mike



Formato: Dvdrip Xvid Avi
Tamanho do arquivo: 1,37 GiB
Duração: 1h 30min
Cor: colorido
Proporção da imagem: 16:9 (720x400)
Idioma: inglês
Legendas: português (srt, na pasta)

Link para download (torrent e legendas):


senha p/ descompactar
www.cinespacemonster.blogspot.com

legendas: tradução e sincronia por

Carlos Solrac





COMENTÁRIOS ( por Carlos Solrac ) :

THE CURSE é um filme de terror norte-americano lançado nos Estados Unidos em setembro de 1987. Foi a segunda produção baseada no conto de terror “The Color Out of Space”, escrito por H.P. Lovecraft em 1927.

Suponho que “The Color Out of Space” já seja do conhecimento dos amigos aqui do blog. Para quem ainda não o conhece, recomendo a leitura da postagem DIE,MONSTER, DIE! aka MORTE PARA UM MONSTRO – 1965, a primeira adaptação para o cinema desse conto de H.P. Lovecraft.

De acordo com THE CURSE, os fatos mostrados são verdadeiros e aconteceram (e talvez ainda podem estar acontecendo) em Tellico Plains, uma cidade localizada no estado norte-americano do Tennessee.


THE CURSE foi a estréia do ator David Keith na direção de um filme. Mais informações sobre esse ator e diretor podem ser obtida no site do IMDb (Internet Movie Database):

Um esclarecimento: de acordo com o IMDb, no filme THE CURSE, o nome do personagem de Claude Akins é Nathan Hayes. Outras fontes indicam como sendo Nathan Crane. Na minha opinião, é Crane. Nas legendas em espanhol, consta o nome Crane. Por esse motivo, nesta postagem o nome do fazendeiro será Nathan Crane.

A leitura a seguir não obrigatória e pode até mesmo estragar as “boas e surpreendentes surpresas” que o filme nos reserva. Os SCREENSHOTS também mostram algumas cenas que não deveriam ser reveladas a quem pretende assistí-lo, ou até mesmo para quem já assistiu. Não quero ser "desmancha-prazeres", por isso pense bem antes de prosseguir essa leitura.


Algumas curiosidades:

- A garotinha Alice (Amy Wheaton) que fez o papel da irmã de Zack (Wil Wheaton) também é irmã dele na vida real.

- Preste atenção na cena em que o meteorito está preste a bater no chão. É possível notar claramente a “engenhoca” que eles utilizaram para movimentá-lo.

- É sempre bom saber que todo médico do interior lá no Tennessee tem em seu consultório um prático e utilíssimo Contador Geiger.

- Observe o reflexo que aparece no vidro quando Zack se aproxima da janela (20min04s) para ver o que estava acontecendo próximo do local onde caiu o meteorito.

- Observe a cena aos 41min32s quando Alice sai da casa e passa correndo pela horta. Podemos ouvir ao fundo as galinhas cacarejando e um pouco depois a vemos entrando no galinheiro. A pergunta é: por que ela tirou os sapatos e as meias em entrou descalça no galinheiro?

- Numa cena em que a família está reunida à mesa (55min41s) e Frances já estava contaminada por “aquela coisa”, ela diz para seu filho Zack: "Eat your eggs, Wil". Traduzindo: “Coma seus ovos, Wil”. Deve ter sido os efeitos da contaminação que fizeram a atriz Kathleen Jordon Gregory chamar o personagem Zach pelo verdadeiro nome do ator, Wil (Wil Wheaton). Toda a equipe de produção também já devia estar sentido os efeitos daquela contaminação pois ninguém percebeu o erro. Mantive na legenda, propositalmente, exatamente o que Frances disse.

- Outra coisa interessante acontece próximo ao final do filme, quando é mostrada a casa pelo lado de fora (1h15min47s). Observe bem e veja se não é uma “lata de cerveja gigante” que está saindo de cena, lá nos fundos da casa, no exato momento do início daquela filmagem.


Quanto as legendas:

Procurei fazê-las de forma que a leitura fosse a mais agradável e coerente possível para facilitar o entendimento do filme. Vale lembrar também que muitos dos diálogos não estão representados por sua tradução literal. A seguir, alguns exemplos.

1) No início do filme, logo após uma discussão com seu meio-irmão, Zack diz: “That's a goddamn lie!”. E seu padrasto lhe dá um “belo” de um tapa na cara. A questão toda é que Nathan é extremamente religioso e considera uma blasfemia, um insulto a Deus, que seja pronunciada uma palavra na qual God (Deus) e damn (maldição) estejam associadas. A tradução mais usual seria “Essa é uma maldita mentira!”, mas não faria muito sentido levar um tapa na cara só por dizer “maldita mentira”. Optei por: “É mentira, cacete!” e Nathan dizendo apenas “Não seja vulgar”.

2) Durante uma conversa com Frances, o corretor de imóveis Charlie Davidson diz “... just between you and me and the lamp post...”. A tradução literal também não faria sentido: “apenas entre você e eu e o poste de luz”. Essa expressão significa que uma determinada informação deve ser mantida em segredo. Optei por “... aqui entre nós...”.

3) Numa conversa com o Dr. Forbes, Charlie Davidson diz “You Know, no sense to fix things that aren't broken”. Tradução literal: “Você sabe, não faz sentido consertar as coisas que não estão quebradas”. Em português seria algo como: “procurar cabelo em ovo” ou “chifre em cabeça de cavalo”. Optei por: “Não faz sentido procurar problemas onde não existe”. Mais tarde, Esther Forbes usará essa mesma expressão.

4) Num determinado momento do filme chega à cidade de Tellico Plains um carro da “TENNESSEE VALLEY AUTHORITY – TVA”. Essa agência foi criada em 1933 pelo presidente Franklin Roosevelt, durante o New Deal, para valorizar o vale do Tennessee, construir barragens e usinas hidrelétricas, promover a irrigação e assegurar o desenvolvimento regional. Se fosse aqui no Brasil seria uma espécie de Superintendência do Desenvolvimento do Vale do Tennessee. Mesmo assim, para facilitar e usar a sigla “AVT”, optei por “AUTORIDADE DO VALE DO TENNESSEE”.

5) Outra frase que não faz nenhum sentido em português é falada por Carl Willis “... they pull out of here quicker than you can say Jack Robinson!”, ou seja, “... eles vão sair daqui mais rápido do que você possa dizer Jack Robinson!” Essa é uma antiga expressão utilizada para indicar um período de tempo muito curto, normalmente de maneira sarcástica. Na Wikipedia diz que de acordo com o Grose's Classical Dictionary, publicado em 1785, é uma referência a um indivíduo cujas visitas sociais eram tão rápidas que ele conseguia ir embora antes mesmo que sua chegada fosse anunciada. Optei por: “... eles sairão daqui mais rápido que um piscar de olhos!”. Quem já assistiu a comédia romântica de ficção científica The Invisible Woman (A. Edward Sutherland, 1940) possivelmente deve se lembrar que também lá foi usada essa mesma expressão.


SCREENSHOTS

 


7 comentários:

  1. Tremendo Filmaço!
    Conseguiu ser uma ótima adaptação de A Cor Que Veio do Espaço do Lovecraft. Die, Monster, Die! também tentou ser, mas esse filme conseguiu ser mais fiel ao conto, começando pelo fato dos protagonistas serem realmente fazendeiros. Entre outras coisas, como a visita de pesquisadores da cidade, o que em Die Monster Die nao tem.
    Outro lance legal foi a contextualização de pecado e castigo divino que conseguiram dar ao filme, os personagens realmente levam uma vida miserável com aquele patriarca fanático evangélico, que deve ter aos montes agora no Brasil. rs
    Nunca esqueci desse filme depois que o vi no Cine Trash.

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    1. É isso mesmo este foi um dos grandes classicos do grande Cine Trash, que deixou muita gente na mão, mas agora com a internet podemos rever tudo

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  2. eu tinha assistido esse em VHS na época achei bacana hoje não sei disser qual seria minha opinião.
    mas cara eu curti tanto seu texto e seu olho de gavião para perceber certos detalhes que juro que não tinha percebido tais coisas na época que vi!
    que deu uma vontade de rever essa obra!
    obrigado por compartilhar!
    elcioch

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    1. ops! quase esquecendo. li também a parte sobre as legendas.
      e achei que teve bom gosto em adaptar as falas para uma melhor tradução.
      se fosse eu ja teria feito cagada, e ja teria gente falando mal! kaka.

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    2. Note que mesmo tendo apontado as “boas e surpreendentes surpresas”, em nenhum momento critiquei o filme. Não faria sentido assistir, traduzir, preparar e sincronizar as legendas, escrever a postagem e depois criticar. O filme não é fiel ao conto “The Color Out of Space” de H.P. Lovecraft? E daí? Por que nenhum dos personagem do filme nada comentava sobre os furúnculos gigantes que estavam crescendo no rosto de Frances? Pouco importa. E na minha opinão, todas aquelas “boas e surpreendentes surpresas”, de certo modo, até valorizaram o filme.

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    3. Com certeza Carlos Solrac, nós que somos fãs deste universo dos filmes Sci Fi ditos B, sabemos muito bem.

      Muitas vezes gostamos de demonstrar os erros , etc e etc, mas dependendo do ponto de vista, até valorizamos, mostramos mais carinho a estes filmes.

      Entendemos totalmente, e mais uma coisa, as legendas realmente ficaram ótimas, eu já tinha visto um rip de um Vhs feito pelo ceazzarus, mas este com o formato 720 x 400 , e com suas legendas, ficaram outro filme completamente diferente.

      Obrigadão Solrac, um abraço !

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  3. GRANDE FILME......já tenho o programa para hoje após as 23.00h rsrsrsrs!!!

    "A religião é o ópio do povo"
    Karl Marx, 1844.

    Peter Hammill - SP

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