domingo, 26 de abril de 2015

YONGARY - Monster from the Deep – 1967 aka YONGARY, O Monstro das Profundezas



SINOPSE:

Uma explosão nuclear em algum lugar do oriente médio provoca um terremoto cujo epicentro vai se deslocando em linha reta em direção ao coração da Coreia. Quando finalmente atinge a Coreia os tremores param, mas um enorme monstro sai das “profundezas da terra” causando pânico, destruição e mortes. As Forças Armadas são incapazes de destruir ou deter o monstro. A salvação do país, e do mundo, pode estar nas mãos de um jovem cientista auxiliado por um garotinho de oito anos.
Baseado numa suposta lenda coreana.



DIREÇÃO (segundo o IMDb):

Ki-duk Kim

ELENCO (segundo o IMDb):

Yeong-il Oh .......... Prof. Ilo Nami
Jeong-im Nam .......... Suna
Sun-jae Lee .......... (o astronauta e piloto de helicóptero)
Moon Kang .......... (a recém casada)
Kwang Ho Lee .......... Icho
Cho Kyoung-min .......... Yongary

Quanto ao diretor e elenco:
Observe que nos créditos iniciais desse filme constam, para o elenco, apenas dois nomes: OH YOUNG IL e NAM CHING-IM. E o nome do diretor é mostrado como sendo KIM KI-DUK. Todos diferentes dos indicados pelo IMDb. E se consultarmos o KMDb (Korean Movie Database) veremos que os nomes dos atores, atrizes e diretor também são escritos de formas diferentes. Link para o KMDb - The Great Monster Yongary ( Daegoesu Yonggari ):


Formato: Dvdrip Xvid Avi (qualidade aceitável)
Tamanho do arquivo: 1,15 GB
Duração: 1h 19min
Cor: Colorido
Proporção da imagem: 2.25:1 (720x320)
País de origem: Coreia do Sul
Idioma: dublado em inglês
Legendas: português (srt, na pasta)

Link para download (em 3 partes, no Mega):


senha p/descompactar
www.cinespacemonster.blogspot.com

Legendas
Tradução e sincronismo: Carlos Solrac


COMENTÁRIOS ( por Carlos Solrac ):

Após seu casamento no “NCSR”, uma versão coreana da NASA, um astronauta e sua linda esposa seguem para a lua de mel. Em plena noite de núpcias e antes mesmo consumar o casamento, seu sogro, que é o chefe da “NCSR”, pede que ele volte imediatamente à base pois haverá um teste nuclear em algum lugar do oriente médio e que precisa ser monitorado. Um foguete está sendo preparado e ele é o único astronauta capacitado para essa missão.

Concluído o lançamento do foguete, a cápsula espacial posiciona-se sobre a área alvo do teste e a já esperada explosão nuclear acontece. Logo após a explosão é detectado um terremoto naquela região. Até aí tudo bem, foi um efeito colateral da explosão. Porém, ao monitorar o terremoto, eles descobrem que seu epicentro está se deslocando em linha reta em direção ao “coração da Coréia”!


Logo depois, numa espécie de “Quartel-General para Emergências Coreanas”, um comitê se reúne para estudar quais os procedimentos que devem ser adotados para minimizar os problemas caso o terremoto realmente atinja a Coreia. Devido a estranha particularidade desse fenômeno, a de movimentar-se em linha reta, alguém lá no comitê se lembra de uma antiga lenda coreana sobre um monstro, conhecido pelo nome de Yongary, que era sempre associado aos terremotos.


E não é que o tal monstro realmente existia? Assim que chega na Coreia, o monstro Yongary emerge “das profundezas da terra” e o terremoto para. Mas por onde passa, Yongary deixa um rastro de destruição e mortes. As forças armadas tentam combatê-lo, mas suas armas e seus poderosos mísseis nada podem fazer contra o monstro.

Um jovem cientista (o Prof. Ilo Nami), seguindo as pistas fornecidas por seu sobrinho pentelho de 8 anos (Icho) e que havia observado Yongary bem de perto, está convencido que poderá salvar a Coréia.

Nesta cena, vemos parte do destemido elenco desse filme
embarcados num helicóptero e combatendo o terrível monstro YONGARY.
Em sentido horário, começamos pelo garotinho Icho, depois vemos o Prof. Ilo Nami,
logo acima a adorável Suna e ao seu lado (de roupa preta) a recém casada e
seu marido (que é astronauta e piloto de helicóptero)

Já deu para perceber que deve ter muita coisa muito estranha nessa história. Uma delas é: o que um monstro de uma antiga lenda coreana estava fazendo no oriente médio? E se estava por lá, por que ao ser acordado pela explosão nuclear iria até a Coreia só para fazer um lanchinho? Esse “oriente médio” provavelmente deve ter sido algum erro de tradução do idioma coreano para a dublagem em inglês. Lembre-se também que em 1967, quando esse filme foi produzido, já existiam duas Coreias: a República Popular Democrática da Coréia (ao norte, com o sistema comunista) e a República da Coréia (ao sul, com o sistema capitalista). Mas aqui eles sempre se referem a eles mesmos como Coreia, que no caso desse filme só pode ser a do sul, a capitalista. E observando o quadro transparente de onde é feito o acompanhamento do percurso do terremoto, veremos que bem no centro está escrito SEOUL (Seul), que é a capital da Coreia do Sul (ou o “coração da Coreia”).

Se alguém lesse apenas a sinopse e não tivesse a oportunidade de ver algum pôster desse filme, na certa pensaria que o monstro, por se deslocar debaixo da terra, deveria ser uma espécie de minhoca gigante ou talvez uma toupeira gigante, mas nunca um “primo” do Godzilla.

Assistindo a essa cópia dublada em inglês, não consegui em nenhum momento ouvir qual é o nome do astronauta / piloto do helicóptero e nem o de sua esposa. O Prof. Ilo Nami, o seu sobrinho Icho de 8 anos e a adorável Suna são únicos personagens que são chamados pelo nome. Propositalmente não estou considerando Mitsuki (cujo nome é mencionado duas vezes no começo do filme) e o de um sujeito chamado Ito (que estava num restaurante).



Durante o filme, ficaremos sabendo que o chefe do “NCSR” é o pai da noiva. E que o Primeiro Ministro da Coreia é o pai da adorável Suna, do garotinho Icho e do noivo (que é astronauta e piloto de helicóptero). Veremos também que Icho chama o Prof. Ilo Nami de tio. Seguramente Icho e Suna são irmãos. Afinal, qual seria o grau de parentesco entre o Prof. Ilo Nami e Suna?

E sobre Mitsuki, na minha opinião, ela é a mãe da noiva e não do noivo. Acho que aqui houve outro erro na dublagem para o inglês. Preste atenção nos diálogos seguintes e veja que no momento em todos se dirigem para o lugar onde o almoço será servido, o chefe do “NCSR” (que é o pai da noiva) parece ser bastante íntimo de Mitsuki, e portanto, devem ser marido e mulher. Suponho que as duas famílias ali presentes naquele momento eram apenas a do noivo e a da noiva, além do Prof. Ilo Nami (que é tio de Icho). Nas legendas, para que ninguém diga que a tradução está errada, mantive o diálogo inicial exatamente conforme as falas dos personagens.

Note também que no momento em o chefe do “NCSR” interrompe a noite de núpcias do casal, ele diz: “This is headquarters, son”. Veja que ele chamou o rapaz de filho (son), mas foi apenas carinhosamente pois sabemos que na verdade ele é o pai da noiva. Esse “filho” eliminei da tradução para evitar qualquer mal-entendido. E como a moça disse que devia ser o pai dela chamando do Centro de Controle, a tradução final ficou simplesmente: “Aqui é do Centro de Controle”.

Uma outra coisa interessante que acontece nesse filme é que depois de andar pelas galerias de águas pluviais da cidade (ou seria esgoto?) seguindo o monstro, Icho reaparece todo sujo e passa boa parte do tempo ao lado de seus familiares sem que ninguém mandasse ele tomar sequer um simples banho! Nem passou pela cabeça deles que o garoto pudesse ter contraído alguma doença ou que suas roupas pudessem estar contaminadas.

Alguém sabe quanto pesa uma dessas tampas de ferro fundido que ficam no meio das ruas? Não deve pesar muito pois Icho, que tem apenas oito anos, consegue levantar uma delas com a maior facilidade.

E quem assistiu a Gorgo (Eugene Lorie - 1961), um filme com um outro “primo” do Godzilla, deve se lembrar que havia um sujeito com uma placa na qual estava escrito “REPENT – THE END IS NIGH” (Arrependam-se, o fim está próximo) e que gritava à multidão apavorada para que se arrependessem de seus pecados. Em Yongary também temos um sujeito, agora com uma cruz na mão, pedindo à multidão apavorada para que também se arrependessem de seus pecados. Mas deve ter sido apenas coincidência.

E os caras que estavam no restaurante e que se recusaram a ir para as montanhas para escapar do monstro Yongary devem ter se lembrado dos aldeões daquela ilha do filme do Godzilla, King of the Monsters! (1956) que resolveram fugir para as montanhas.

Todos sabemos que monstros costumam ser derrotados no final dos filmes. Isso não é nenhuma novidade. A surpresa aqui está no modo inusitado e humilhante pelo qual Yongary foi derrotado. Muito triste, até mesmo para esse terrível monstro.

Porém, antes de criticar o filme dizendo que os efeitos especiais são toscos e a história toda é uma grande bobagem, procure pensar nele como uma moderna fábula coreana. De uma forma bem criativa, talvez seja um aviso sobre o que acontecerá aos inimigos da Coreia (a do sul, é claro) caso tentem invadi-la.



SCREENSHOTS


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